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Deteccão e combate  incêndio NOVEC 1230  Projeto, Instalação e Manutenção.

Todo bom projeto de prevenção deve ser elaborado de forma a prevenir quaisquer riscos de formação de incêndio na edificação, e além do projeto de segurança é necessário também que se tenha compatibilização dos projetos, como por exemplo o projeto elétrico, evitando sobrecarga elétrica e combustão de fios e cabos na edificação.

O SISTEMA

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Todo bom projeto de prevenção deve ser elaborado de forma a prevenir quaisquer riscos de formação de incêndio na edificação, e além do projeto de segurança é necessário também que se tenha compatibilização dos projetos, como por exemplo o projeto elétrico, evitando sobrecarga elétrica e combustão de fios e cabos na edificação.

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No entanto, em algumas situações é importante que se faça também um plano para contenção.

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A título de exemplo, consideraremos uma edificação constituída e sustentada por estruturas de aço, no caso de um incêndio de grandes proporções, essa estrutura tende a ceder mais rápido que qualquer outra sustentada por concreto, que possui resistência maior a sinistros.

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Nestes casos, são exigidas as proteções passivas (segurança estrutural), o objetivo deste, é conseguir conter a propagação do incêndio entre os ambientes da edificação e aumentar a resistência estrutural da edificação, evitando que ela sofra colapso, possibilitando assim a evacuação completa do local e a proteção do patrimônio.

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Todos os materiais sofrem perda de resistência e rigidez de acordo com a elevação da temperatura, por isso a proteção passiva é feita de diversas maneiras.

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1. SEGURANÇA ESTRUTURAL (RETARDANTE)

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A proteção de estruturas compostas de materiais metálicos utilizados na estrutura de sustentação e cobertura de edificações, pode ser feita de 3 maneiras.

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Veja abaixo o comparativo de cada uma delas:

Proteção passiva

PLACA DE SILICATO DE CÁLCIO

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O silicato de cálcio é utilizado para revestir toda a estrutura metálica exposta, criando uma espécie de parede entre o ambiente e o aço.

 

Vantagens:

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- Resistência térmica elevada

- Instalação Limpa

- TRRF de até 120 minutos

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Desvantagens:

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- Tempo de instalação

- Recobre a estrutura metálica

- Sem flexibilidade de acompanhar as estruturas

- Espessura do cálcio elevada, podendo causar sobrecarga e necessidade de reestruturação.

Proteção passiva

ARGAMASSA PROJETADA

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A argamassa projetada, é aplicada diretamente no aço e reveste toda a estrutura exposta, criando uma proteção e aumento de tempo de resistência do material.

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Vantagens:

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- Baixo Custo

- Proteção térmica e acústica

- TRRF de até 240 minutos

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Desvantagens:

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- Fragilidade no contato físico

- Aplicação de dificuldade e sujeira elevadas

- Dificuldade em manter uma espessura e aparência uniformes

- Requer mais espaço para aplicação

Proteção passiva

REVESTIMENTO INTUMESCENTE

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Este tipo de aplicação é feito através da pintura de toda a estrutura metálica, criando uma barreira de proteção térmica que pode ser refeita em várias camadas a fim de se aumentar o tempo de resistência.

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Vantagens:

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- Facilidade de manutenção/limpeza

- Não altera a arquitetura e aparência das estruturas

- Material de baixa espessura e consequentemente de peso leve

- Otimiza o espaço da construção

- Permite acabamento com cores

- Não acumula sujeira

- TRRF de até 120 minutos

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Desvantagens:

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- Requer aplicação e materiais qualificados

- Requer testes de qualidade da cobertura e eficiência (não visível a olho nu)

- Tempo de secagem e finalização elevados

- Deve haver compatibilidade entre a estrutura e primers utilizados na construção.

2. COMPARTIMENTAÇÃO (CONTENÇÃO):

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Além da proteção das estruturas de sustentação, existem casos em que se exijam proteções para a compartimentação dos ambientes de uma edificação, a fim de se evitar que o fogo se alastre entre eles.

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Essa compartimentação pode ser feita verticalmente (lajes, escadas, e janelas externas) ou horizontalmente (paredes, portas e janelas internas).

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Em qualquer um dos casos, as estruturas podem ser revestidas com pintura intumescente, que são as melhores opções disponíveis no mercado.

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A. COMPARTIMENTAÇÃO VERTICAL:

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- Aplicação de espuma retardante de chamas em aberturas e shafts em lajes.

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- Aplicação de escada protegida (ante câmaras e proteção corta-fogo de materiais estruturais);

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- Proteção de janelas externas;

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B.  COMPARTIMENTAÇÃO HORIZONTAL:

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- Aplicação de pintura intumescentes nas estruturas de baixo TRRF, como paredes de dry wall, portas de madeira, janelas de madeiras acesso de escadas e etc. (TRRF de 30 ou 60 minutos)

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- Aplicação de tiras intumescentes nos vãos e ao redor de portas e janelas.

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- Substituição de portas e portões comuns por corta-fogo para garantia de TRRF de 90 minutos ou mais.

Proteção passiva
Proteção passiva
Proteção passiva

3. PROTEÇÃO DE MATERIAIS DE ACABAMENTO E REVESTIMENTO (RETARDANTE):

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Utiliza os mesmos princípios da proteção estrutural, nestes casos, mais aplicáveis à materiais compostos por madeiras (revestimentos de piso e parede), carpetes (revestimento de piso), forros (acústicos e pvc aplicados no teto) e etc.

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Neste caso, o material é protegido de duas maneiras:

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A. RESISTÊNCIA AO FOGO:

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É avaliado a resistência estrutural (rigidez física) do material em determinada curva de tempo e aumento de temperatura;

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B. REAÇÃO AO FOGO:

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Neste quesito o material é submetido a avaliação de como ele reage e propaga chama, no caso de forros acústicos por exemplo, devem ser utilizadas espumas específicas que retardam a propagação respeitando os índices de propagação mínimo exigidos por norma e não também aqueles que não derretem quando expostos à alta temperatura.

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Aqui a proteção também é feita utilizando pintura intumescente aplicada em várias camadas para garantir o TRRF exigido pela norma, ou em alguns casos é aconselhado a troca do material, como no caso da espuma citada acima.

Proteção passiva
Proteção passiva
Proteção passiva
3. TECNOLOGIA:

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Além das técnicas retardante e de contenção citadas acima, a tecnologia já pode ser utilizada como aliada na proteção passiva, hoje no mercado são disponibilizadas diversas alternativas inovadoras que contribuem na proteção contra incêndio, veja alguns exemplos:

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A. CORTINA CORTA-FOGO.

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Sistema eletrônico, ativado juntamente com o alarme de incêndio da edificação, permite que mesmo em ambientes de vão livre (shoppings centers, galerias, galpões de estoque, centros comerciais, aeroportos e etc) seja feita a compartimentação e contenção do incêndio.

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Atende às três propriedades fundamentais das normas de compartimentação e controle de fumaça:

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- Estanqueidade do fogo/fumaça

- Isolamento Térmico

- Resistência Mecânica

- TRRF de até 120 minutos

Proteção passiva
Proteção passiva
Proteção passiva
B. BARREIRAS DE PROTEÇÃO PARA LAJES EM FACHADAS DE VIDRO

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Os prédios com fachadas em estrutura de vidro, possuem aberturas entre as lajes que necessitam de proteção contra-fog em caso de compartimentação.

Para isso foram desenvolvidas barreiras que podem ser ajustadas à espessura de cada laje e ao espaço entre a laje e o vidro.

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Atende às três propriedades fundamentais das normas de compartimentação e controle de fumaça:

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- Estanqueidade do fogo/fumaça

- Isolamento Térmico

- Resistência Mecânica

- TRRF de até 120 minutos

Proteção passiva
Proteção passiva
Proteção passiva

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