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SISTEMAS CONTRA INCÊNDIO - SPRINKLER

O SISTEMA


O sprinkler é um componente hidráulico dos sistemas de combate à incêndio amplamente utilizado em todo o mundo.

O sistema utiliza tubulações inundadas e pressurizadas por um sistema de motobombas, ao longo da tubulação são instalados ramais (chuveiros automáticos) que possuem um bulbo de vidro com líquido expansível sensível ao calor.

O sistema é ativado quando se atinge a temperatura máxima do bulbo do ramal, fazendo com que o líquido contido se expanda, quebre o vidro e libere a válvula de contenção, assim, o sistema age apenas nos focos de incêndio, sem a necessidade de intervenção de brigada de incêndio ou de oficiais do corpo de bombeiros.




Por ser um sistema de acionamento automático e combate ativo, o sprinkler tem sido um dos sistemas mais eficazes no combate à incêndio em grandes áreas, por não necessitar do trabalho humano em nenhuma de suas etapas de ação.


O BULBO - LÓGICA DE FUNCIONAMENTO DO SISTEMA

A detecção, como dito anteriormente é feita pela elevação da temperatura ambiente, o chuveiro possui um bulbo de vidro que quando exposto à alta temperatura se rompe liberando a válvula de atuação do sprinkler.

Tecnicamente o bulbo de vidro (ampola ou ainda elemento termossensível) é definido como: “Componente destinado a liberar o obturador pelo efeito de elevação de temperatura, quando atingida a temperatura (nominal) de operação.

Estes elementos possuem três classificações básicas quanto ao tempo de resposta: Resposta rápida, especial ou padrão, porém no Brasil as mais adotadas são os do tipo de resposta rápida (Ø 3mm) e padrão (Ø 5mm).


CORES E TEMPERATURAS

Os bulbos possuem faixas específicas de temperatura de ativação. Estas faixas estão bem definidas em norma e possuem uma padronização universal.

Segundo a Tabela 2 da atual Norma Técnica brasileira de sprinklers (ABNT NBR16400:2015), são ao todo sete cores que podem ser facilmente identificadas e são classificadas por temperatura nominal de atuação.

Dentro das faixas definidas em norma, são adotados alguns valores padrão (temperatura nominal) para facilitar a definição de projeto, compra e venda dos sprinklers.

As temperaturas nominais mais utilizadas no Brasil são: 68°C, 79°C, 93°C e 141°C.




A ATIVAÇÃO DO SISTEMA

Como responsável pela ativação do sprinkler, o bulbo precisa acionar dentro de uma faixa específica de temperatura e tempo, determinadas na Norma Técnica.

O bulbo se rompe quando atinge a temperatura indicada por sua cor. O tempo que demora antes de um bulbo quebrar depende da potência do incêndio. Em geral, um bulbo é ativado entre 15 e 30 segundos.

Considerando que um incêndio ganha potência máxima entre 1min e 4min, a ativação do sprinkler garante o alargamento desse tempo para mais de 30min, tempo confortável para que os bombeiros cheguem para concluir a supressão total do incêndio.

Além de compor o mecanismo de desarme do sprinkler, o bulbo também compõe o conjunto de fechamento e vedação, isto significa dizer, que sofre esforços físicos enormes, porém controlados, de forma que não comprometam a estanqueidade e não gerem trincas ou fissuras na superfície do bulbo e não comprometam o funcionamento do sistema como um todo.


 

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