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PROTEÇÃO PASSIVA CONTRA INCÊNDIO

O SISTEMA

Todo bom projeto de prevenção deve ser elaborado de forma a prevenir quaisquer riscos de formação de incêndio na edificação, e além do projeto de segurança é necessário também que se tenha compatibilização dos projetos, como por exemplo o projeto elétrico, evitando sobrecarga elétrica e combustão de fios e cabos na edificação.

No entanto, em algumas situações é importante que se faça também um plano para contenção.

A título de exemplo, consideraremos uma edificação constituída e sustentada por estruturas de aço, no caso de um incêndio de grandes proporções, essa estrutura tende a ceder mais rápido que qualquer outra sustentada por concreto, que possui resistência maior a sinistros.

Nestes casos, são exigidas as proteções passivas (segurança estrutural), o objetivo deste, é conseguir conter a propagação do incêndio entre os ambientes da edificação e aumentar a resistência estrutural da edificação, evitando que ela sofra colapso, possibilitando assim a evacuação completa do local e a proteção do patrimônio.

Todos os materiais sofrem perda de resistência e rigidez de acordo com a elevação da temperatura, por isso a proteção passiva é feita de diversas maneiras.

1. SEGURANÇA ESTRUTURAL (RETARDANTE)

A proteção de estruturas compostas de materiais metálicos utilizados na estrutura de sustentação e cobertura de edificações, pode ser feita de 3 maneiras.

Veja abaixo o comparativo de cada uma delas:


PLACA DE SILICATO DE CÁLCIO

O silicato de cálcio é utilizado para revestir toda a estrutura metálica exposta, criando uma espécie de parede entre o ambiente e o aço.

Vantagens:

​- Resistência térmica elevada

- Instalação Limpa

- TRRF de até 120 minutos

Desvantagens:

​- Tempo de instalação

- Recobre a estrutura metálica

- Sem flexibilidade de acompanhar as estruturas

- Espessura do cálcio elevada, podendo causar sobrecarga e necessidade de reestruturação.


ARGAMASSA PROJETADA

A argamassa projetada, é aplicada diretamente no aço e reveste toda a estrutura exposta, criando uma proteção e aumento de tempo de resistência do material.

Vantagens:

​- Baixo Custo

- Proteção térmica e acústica

- TRRF de até 240 minutos

Desvantagens:

- Fragilidade no contato físico

- Aplicação de dificuldade e sujeira elevadas

- Dificuldade em manter uma espessura e aparência uniformes

- Requer mais espaço para aplicação


REVESTIMENTO INTUMESCENTE

Este tipo de aplicação é feito através da pintura de toda a estrutura metálica, criando uma barreira de proteção térmica que pode ser refeita em várias camadas a fim de se aumentar o tempo de resistência.

Vantagens:

- Facilidade de manutenção/limpeza

- Não altera a arquitetura e aparência das estruturas

- Material de baixa espessura e consequentemente de peso leve

- Otimiza o espaço da construção

- Permite acabamento com cores

- Não acumula sujeira

- TRRF de até 120 minutos

Desvantagens:

- Requer aplicação e materiais qualificados

- Requer testes de qualidade da cobertura e eficiência (não visível a olho nu)

- Tempo de secagem e finalização elevados

- Deve haver compatibilidade entre a estrutura e primers utilizados na construção.


2. COMPARTIMENTAÇÃO (CONTENÇÃO):

Além da proteção das estruturas de sustentação, existem casos em que se exijam proteções para a compartimentação dos ambientes de uma edificação, a fim de se evitar que o fogo se alastre entre eles.

Essa compartimentação pode ser feita verticalmente (lajes, escadas, e janelas externas) ou horizontalmente (paredes, portas e janelas internas).

Em qualquer um dos casos, as estruturas podem ser revestidas com pintura intumescente, que são as melhores opções disponíveis no mercado.

A. COMPARTIMENTAÇÃO VERTICAL:

- Aplicação de espuma retardante de chamas em aberturas e shafts em lajes.

- Aplicação de escada protegida (ante câmaras e proteção corta-fogo de materiais estruturais);

- Proteção de janelas externas;

B.  COMPARTIMENTAÇÃO HORIZONTAL:

- Aplicação de pintura intumescentes nas estruturas de baixo TRRF, como paredes de dry wall, portas de madeira, janelas de madeiras acesso de escadas e etc. (TRRF de 30 ou 60 minutos)

- Aplicação de tiras intumescentes nos vãos e ao redor de portas e janelas.

- Substituição de portas e portões comuns por corta-fogo para garantia de TRRF de 90 minutos ou mais.







3. PROTEÇÃO DE MATERIAIS DE ACABAMENTO E REVESTIMENTO (RETARDANTE):

Utiliza os mesmos princípios da proteção estrutural, nestes casos, mais aplicáveis à materiais compostos por madeiras (revestimentos de piso e parede), carpetes (revestimento de piso), forros (acústicos e pvc aplicados no teto) e etc.

Neste caso, o material é protegido de duas maneiras:

A. RESISTÊNCIA AO FOGO:

É avaliado a resistência estrutural (rigidez física) do material em determinada curva de tempo e aumento de temperatura;

B. REAÇÃO AO FOGO:

Neste quesito o material é submetido a avaliação de como ele reage e propaga chama, no caso de forros acústicos por exemplo, devem ser utilizadas espumas específicas que retardam a propagação respeitando os índices de propagação mínimo exigidos por norma e não também aqueles que não derretem quando expostos à alta temperatura.

Aqui a proteção também é feita utilizando pintura intumescente aplicada em várias camadas para garantir o TRRF exigido pela norma, ou em alguns casos é aconselhado a troca do material, como no caso da espuma citada acima.








4. TECNOLOGIA:

Além das técnicas retardante e de contenção citadas acima, a tecnologia já pode ser utilizada como aliada na proteção passiva, hoje no mercado são disponibilizadas diversas alternativas inovadoras que contribuem na proteção contra incêndio, veja alguns exemplos:

A. CORTINA CORTA-FOGO.

Sistema eletrônico, ativado juntamente com o alarme de incêndio da edificação, permite que mesmo em ambientes de vão livre (shoppings centers, galerias, galpões de estoque, centros comerciais, aeroportos e etc) seja feita a compartimentação e contenção do incêndio.

Atende às três propriedades fundamentais das normas de compartimentação e controle de fumaça:

- Estanqueidade do fogo/fumaça

- Isolamento Térmico

- Resistência Mecânica

- TRRF de até 120 minutos




B. BARREIRAS DE PROTEÇÃO PARA LAJES EM FACHADAS DE VIDRO

Os prédios com fachadas em estrutura de vidro, possuem aberturas entre as lajes que necessitam de proteção contra-fog em caso de compartimentação.

Para isso foram desenvolvidas barreiras que podem ser ajustadas à espessura de cada laje e ao espaço entre a laje e o vidro.

Atende às três propriedades fundamentais das normas de compartimentação e controle de fumaça:

- Estanqueidade do fogo/fumaça

- Isolamento Térmico

- Resistência Mecânica

- TRRF de até 120 minutos




 

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